ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL BENONI ROSADO

E. M. E. F. BENONI ROSADO - Passo Fundo - RS

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Nacional de Passo Fundo

Esporte | Publicado em 18/08/2010 14:09:08

Paraolimpíadas Escolares 2010

Equipe Pé de Apoio de Passo Fundo representa o Estado nos Jogos Paraolímpicos Escolares em São Paulo

As Paraolimpíadas Escolares, evento promovido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, em sua terceira edição, acontecerá em São Paulo entre os dias 6 e 11 de setembro e terá pela primeira vez a participação de para-atletas gaúchos. A equipe passo-fundense Pé de Apoio representa o Rio Grande do Sul na competição. A delegação levará quatro jovens estudantes, três com deficiência física e um com deficiência visual. Ao todo a delegação gaúcha conta com dez atletas.
Passo Fundo é a cidade pioneira em trabalho de iniciação esportiva com estudantes no RS. A Secretaria de Educação do município realiza desde 2008 um projeto esportivo para jovens com deficiência.

Neste ano, a Escola Círculo Operário, por meio da Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul, viabilizou o projeto e adquiriu materiais e subsidiou a viagem para os atletas.

A equipe Pé de Apoio, além da Secretaria de Educação e da Escola Círculo Operário, conta com o apoio de Sturm Materiais de Construção, Martins Incorporações e Construções e Formaco Tintas, que auxiliam na aquisição de uniformes, na alimentação e em gastos suplementares.

Na tarde de hoje, a equipe viaja a Caxias do Sul, para o Centro de Treinamento do Sesi, onde acontecerá o primeiro contato com a pista de atletismo sintética, para iniciar o treinamento para as provas de 100 e 300 metros.

Confira a delegação gaúcha

- Doris Flores de Souza (representante do Estado e treinadora)
- Margarete Trombini (chefe de delegação e treinadora)
- José Ricardo Attolini (auxiliar técnico)
- Roberta Nilson (fisioterapeuta)
- Claudia Salfama
- Loreni Rodrigues
- Emerson Rodrigues (atleta)
- Ana Carla Gomes (atleta)
- Franciele Pellez (atleta)

http://www.onacional.com.br/noticias/esporte/6896

PARAOLÍMPIADAS ESCOLARES

ATLETAS DE PASSO FUNDO


O atleta da direita é o Emersom Rodrigues - Aluno da Escola Benoni Rosado

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Correio Braziliense, 09/11/2011 - Brasília DF
Professores estão excluídos do debate público sobre política educacional na América Latina, segundo pesquisa
Agência Brasil
Os professores estão fora do debate público sobre a educação e suas vozes não estão presentes nas coberturas jornalística da América Latina, segundo pesquisa do Observatório da Educação feita em 18 jornais do continente. Foram analisadas mais de 1.200 reportagens de maio a julho deste ano. As matérias indicam que as políticas públicas implantadas, os novos temas, disciplinas e materiais para as aulas são modificados sem que os professores sejam consultados sobre a política educacional. “O professor é sempre um personagem e nunca uma fonte para balizar a política pública. E a má qualidade do ensino é sempre atribuída a eles. Estão sendo responsabilizados, mas não têm seu direito de resposta”, disse Fernanda Campagnucci, editora do Observatório da Educação, que participou do lançamento de Rede pela Valorização dos Docentes Latino-Americanos, hoje (9), na capital paulista. Segundo Fernanda, a análise indicou que entre os temas mais comentados nos jornais estão a qualidade, seguida dos sistemas de avaliação, problemas de infraestrutura e violência nas escolas. Depois aparece a questão das tecnologias de informação na educação. “Nesse caso, dependendo do enfoque, entra em conflito com o docente, porque tem problemas de informação e uma ideia de que o aluno não precisa do professor para aprender porque consegue aprender sozinho com o computador”. Outro problema destacado nas reportagens analisadas são as greves e paralisações.

A vice-presidente da Internacional de Educação da América Latina, Fátima Aparecida Silva, disse que no geral a categoria dos professores é composta
principalmente por mulheres, que chegam a ser 80% no ensino infantil e médio, enquanto no superior há mais homens. Além disso, apontou que os professores estão envelhecendo ao redor do mundo, já que a média de idade é de 45 anos. “A profissão não atrai mais gente jovem. Nos últimos dez anos, os mais novos ficam cerca de quatro anos dando aula até encontrar outra ocupação melhor.” A ausência de formação é presente em todos os países, assim como a fata de um processo de negociação que traga valorização para a profissão, com diferenças entre a zona rural e urbana, tanto na formação quanto na remuneração. “Quando conversamos com os professores que vivem o dia a dia da aula, percebemos que eles reclamam ainda do número excessivo de alunos em sala de aula e da falta de participação nas políticas públicas, além da ausência de plano de carreira e do ressentimento por serem culpados pela má qualidade educacional.”

A coordenadora do Comitê Diretivo da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade), Camila Croso, disse que tem notado a tendência de desvalorização dos trabalhadores da educação, além do desprestígio e do processo de culpabilização e criminalização. “São tendências muito preocupantes, mas há também processos de resistência a tais tendências. Mas se sobressai o conjunto desvalorização, desprestígio e criminalização.” Ela destacou ainda a tendência à privatização traduzida no nome de parcerias público-privadas, que aponta para outro lado, procurando ser atrativa. Disse também que há um marcante discurso sobre resultados na aprendizagem que não avalia os rumos da educação,
mas dentro do foco de escola como fábrica de seres homogêneos montados para o mercado de trabalho. “Esse sistema de ranqueamento é preocupante porque o resultado é medido sobre o quê? Aí voltamos ao ponto de partida que é perguntar para que serve a educação. Toda análise parte do aluno homogêneo que tem que responder ao mercado de trabalho”, assinalou Camila.

Ele também reforçou que há uma criminalização de professores e até dos alunos. “Há uma perda de noção do coletivo, porque há ataque aos sindicatos. Assim individualiza os professores e coloca o sistema de avaliação com prêmio e castigo. Desvaloriza o professor, porque leva a política de ensinar para o teste, para ir bem na prova. Adapta o currículo, se articula como o não protagonista do fazer pedagógico.”. Guillermo Williamson, da Universidad de La Frontera, do Chile, disse que em seu país a educação apresenta cifras de desigualdade e que não há gratuidade para o ensino. Lá, as universidades são pagas ou se têm bolsas de estudo para os pobres. “No Chile, 40% dos jovens podem ir à Universidade, mas se a família tem dois filhos precisa escolher qual deles pode ir ter o ensino superior”. Segundo ele, assim como no Brasil. os jovens estão desistindo de ser professores por conta da precarização do ensino. “Temos que trabalhar fortemente na educação pública estatal e podemos buscar a gestão social com cooperativas mistas com o Estado”. Para ele é preciso retomar a função do professor, que em sua avaliação é ensinar os alunos e ser um mestre. Além disso ele destacou que é preciso que o professor recupere sua autoridade em sala de aula.

MEC não tem prazo para os tablets

Correio Braziliense, 10/11/2011 - Brasília DF
MEC não tem prazo para os tablets
O ministro Haddad anunciou que "centenas de milhares" de tablets serão usados nas escolas públicas brasileiras
Paula Filizola, Bruno Silva, Henry Ngan
O Ministério da Educação (MEC) ainda não tem previsão para iniciar o pregão eletrônico de registro de preços para a aquisição de tablets — computadores portáteis, semelhantes a uma prancheta — pelas escolas da rede pública. Segundo a assessoria do MEC, a viabilidade da proposta está sendo estudada. O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Guilherme Moreira Ribeiro, chegou a dizer, na última terça-feira, que a compra ocorreria ainda neste mês. Mas, ontem, a assessoria da autarquia responsável por licitações e compras do MEC informou que não há data prevista para os pregões. Durante a IV Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação, realizada no início desta semana, no Recife, José Guilherme reforçou o anúncio feito em setembro pelo ministro Fernando Haddad de que o MEC distribuirá tablets a escolas a partir do próximo ano. A iniciativa faz parte das ações do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), que visa promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica.

Segundo informações do ministério, a intenção é de que o MEC também compre equipamentos para as instituições de ensino, mas o número de tablets não está fechado. “Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais e pretendemos dar um salto com os tablets. A ordem de grandeza do MEC é de centenas de milhares. Em 2012, haverá uma escala razoável na distribuição dos aparelhos”, disse, na ocasião, o ministro Haddad.


O secretário de Educação de Pernambuco, Anderson Gomes, ressalta a importância da adoção dessa tecnologia. “A escola precisa ter ferramentas que vão além do que já existe na

escola tradicional, com quadro, giz e livros.” No entanto, ele aponta para a necessidade de capacitar profissionais para usar os tablets pedagogicamente. “Nós vemos que as crianças não têm problemas para operar esses aparelhos, mas precisamos ver se elas estão utilizando essa ferramenta de modo que complemente o que já é usado em sala de aula.”

O secretário de Educação do Amazonas, Gedeão Amorim, reforça a importância de ponderar o orçamento de cada estado ao se discutir a iniciativa. “A nossa capacidade pública é comedida. Então, nem todos podem fazer essa aquisição agora. Depois que o registro de preço for feito, cada secretaria deverá agir de acordo com sua possibilidade financeira”, explica. Apesar disso, ele também vê a adoção dos tablets de forma positiva. “Não temos outro destino a não ser caminhar no sentido de implementar a tecnologia nas escolas.”

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.

Augusto Cury

Recebi da Candida... Obrigada

Criado tablet para escrever em Braille

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/10/2011

Tablet permite escrever em Braille
Para escrever em braile, o usuário coloca oito dedos sobre a tela e o programa atribui automaticamente as teclas virtuais a cada um dos dedos. [Imagem: Stanford School of Engineering]

Mudando de ideia

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, criaram um tablet que permite escrever braile usando a tela sensível ao toque.

"Originalmente, nossa intenção era criar um aplicativo de reconhecimento de caracteres que pudesse usar uma câmera de um dispositivo móvel - um celular ou um tablet - para transformar páginas em Braille em textos correntes," explica Adam Duran, idealizador do projeto.

Mas os problemas começaram a pipocar rápido.

"Como é que uma pessoa cega vai orientar uma página para que o computador saiba qual é o lado de cima? Como uma pessoa cega vai garantir a iluminação correta de toda a página," explica Duran.

Logo ficou claro para ele e seus colegas Adrian Lew e Sohan Dharmaraja que o pulo do gato não era fazer um leitor Braille, mas um "escrevedor" Braille.

"Imagine ser um cego em uma sala de aula, como é que você vai fazer anotações," comenta Lew. "E como fazer se você estiver na rua e precisar anotar um número de telefone? Estas são questões reais com que as pessoas cegas se deparam no dia-a-dia."

Tablet para escrever em Braille

Uma máquina de escrever Braille moderna se parece com um notebook sem tela, com um teclado de oito teclas - seis para criar o caracter, mais um enter e um delete.

O maior desafio foi criar uma forma para que uma pessoa cega pudesse encontrar as teclas em uma tela sensível ao toque comum, que é plana, sem nenhuma saliência.

Então, em vez de criar teclas na tela que o usuário precise localizar, os cientistas inverteram o processo: o usuário coloca oito dedos simultaneamente sobre a tela e o programa leva as teclas virtuais até cada um dos dedos.

Se o usuário ficar perdido no meio da digitação, basta tirar todos os dedos da tela e começar de novo.

Os cientistas afirmam que um tablet Braille deverá custar um décimo do preço de uma máquina de escrever Braille tradicional.